Voltando ao meu antigo eu

Nem acredito que estou aos poucos reativando esse blog. Não quero divulgar, não quero que ninguém saiba dele. Por isso mesmo, postarei aqui de tudo um pouco, dos meus pensamentos, das minhas opiniões, de coisas individuais e de moda ou beleza, ou cinema e até mecânica. MEU espaço, para MIM.

E daí que eu resolvi resgatar meu antigo eu. Explico: 2014 foi um ano mega estressante pra mim, e nem levo em consideração ao fato de eu não ter tirado férias, porque esse nem é o ponto central do meu estresse. Sabe quando pensar parece que dói? Pois é, conclui recentemente que meus níveis de cortisol devem estar explodindo dentro de mim, diante de tantos sintomas que apresento.

Parece que pensar, em 2014, exigiu de mim um esforço tão grande, que nem espaço para mágoas eu consegui alocar (o que é ótimo, já que devo melhorar muito neste quesito). Resultado disso: me sinto mais burra, porque não estudei muito, me sinto atrasada porque estou com mil pendências em todas as áreas da minha vida, me sinto mais gorda porque não consegui espaço mental e físico para me dedicar ao meu corpo, me sinto mais solitária porque nessa de não pensar, não pensei antes de falar e diante disso magoei algumas pessoas importantes para mim.

Por isso, uma das minhas metas de 2015 é voltar ao meu antigo eu. Aquela Anne que não via o lado negativo em pessoas, coisas e fato all the time, aquela Anne que não se preocupava tanto em resolver tudo ao mesmo tempo e principalmente aquela Anne que tinha escolhas próprias baseadas em seus próprios sentimentos e desejos.

Parece simples, mas não é. Ao mesmo tempo que quero esse lado da Anne, não quero o lado ruim. O lado extremamente magoado e ferido, o lado pessimista e angustiado. COMO LIDAR?

O fato é que 2014 marcou e muito meu coração. Agora que estou organizando meus sentimentos e meus pensamentos, agora que eu resolvi desabafar, me vejo a frente de verdades que querem o tempo todo combater meu ego e meu orgulho, me vejo diante de sentimentos que tentam me purificar pela dor, que trazem à superfície toda a mágoa e ressentimento, toda a tristeza acumulada.

Eu me considero uma pessoa feliz, mas como todo ser humano, tenho meus defeitos e meus momentos de bad. Ao mesmo tempo, não posso me apoiar nessa afirmação, tenho que procurar seguir firme e forte nessa nova jornada, com essa enxurrada de emoções e sentimentos, e me apegar à fé de que isso faz parte do que pedi à Mamãe Iemanjá no dia treze de dezembro, e que se eu quero ser uma pessoa melhor, devo ter meu espírito, corpo, mente e coração lapidados, e nenhuma pedra bruta se torna preciosa sem antes ser machucada, raspada e tratada.

Por isso, aos poucos vou despertar essa Anne adormecida, e mesmo que minha ansiedade em ficar melhor e minha vontade de chorar aqui e agora sejam cortantes e pesadas, tenho de me controlar para deixar que flua naturalmente, como deve ser, como SERÁ.

É como eu sempre digo: OREMOS!

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