Para ser feliz

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Estive refletindo o quanto custa caro ser feliz. Isso porque parece que a nossa felicidade está naquilo que parece distante de você: uma viagem para Cancún ou para Paris, uma bolsa grifada, um carro novo, uma reforma na casa… sempre quando penso em felicidade, automaticamente me vem em mente os meus sonhos, os meus desejos. Mas se a felicidade é um sentimento, ele não deveria estar EM MIM? Não sou eu a responsável pelo que sinto? Logo a felicidade não depende somente de mim? Neste caso, seguindo esse raciocínio ser feliz depende da minha vontade de ser feliz independente do que vem de fora. Realizar um sonho me torna mais feliz ou me proporciona momentos de felicidade? Depois que terminar a minha viagem eu continuarei feliz pelo resto da vida, ou terei de realizar outros sonhos (e começar a adquirir outros) para buscar pela felicidade novamente?

Essas reflexões podem não ter uma resposta certa e, sinceramente, fico feliz que não tenha. Se a felicidade é relativa, também o é o indivíduo. O que me faz feliz, nesse momento, é usar um número menor de calça jeans, mas talvez para você o que a faz feliz é se sentir segura embaixo das cobertas em um dia de frio. E amanhã o que nos faz feliz pode ser outra coisa totalmente diferente.

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Então se felicidade é completamente relativa, porque ainda existem ossujeitos intermediadores? Oi, como, quem? É, os intermediadores. Aqueles que dizem e ditam o que é que vai fazer você feliz ou não. Aquele que diz se você não estiver dentro das regras, das normas, então você não é feliz. Um exemplo? Sabe aquelas pessoas que vêm algum gordinho na rua e sente pena? Então, algum sujeito em algum lugar no espaço e tempo resolveu que para uma pessoa ser feliz ela tem que ser magra. Se for gordo, então não é feliz. e a partir de então todo gordinho é visto com pena. Tô mentindo?

O fato de você querer ser magro, gordo, musculoso, definido etc etc etc é individual, é o que TE faz feliz. Mas essa regra pode não se aplicar aos demais, e por isso não deveriam existir intermediadores.

Mas na prática, quem são os intermediadores?

São aqueles que se julgam juiz. Aqueles que ditam o que é certo e o que é errado. Aqueles que dizem que ter etiqueta é melhor do que sentir prazer ou estar confortável. Mas eu não estou tirando o merecimento de profissionais que orientam, desde que estes só o façam quando solicitados. “Ah, mas faz parte da minha profissão analisar e criticar quem não segue as regras” você pode dizer. Ok, então faça isso, mas não queira impor sua crítica ou suas regras à ninguém, pois se uma pessoa está feliz como está (e não é crime ser feliz) sua opinião será absolutamente inútil e inconveniente.

Vamos todos ser felizes! Vamos jogar para o alto essas regras absurdas que nos impõe o tempo todo o que não nos faz feliz. E vamos, acima de tudo, respeitar o próximo, sua individualidade, suas características e seus sentimentos!

Afinal, se a felicidade é um sentimento individual, então só cabe a cada um o que significa felicidade!

Crédito imagens: We heart it 1 e 2.

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